segunda-feira, 1 de março de 2010

Aquilo que não tem nome;

Eu nunca me senti assim. Eu amo, mas me sinto encomodada com isso. Queria não amar, e queria que ele não me amasse. Nesses dias, tenho tido pouco tempo, tenho dado pouca atenção. Recebido mais, retribuindo menos. Não tenho dado amor, atenção. Mas tenho recebido isso e mais. Isso é o que me incomoda. Ele atura meus dias ruins, minhas respostas atravessadas, minha irritação por motivos bobos e nem os questiona. Acho que merece mais do que eu. E ele é a única pessoa capaz de fazer-me desistir do que me faz bem, pra fazê-lo bem. O problema é: eu não sei o que me faria bem, e muito menos o que lhe faria bem. Comigo tem sido ruim, sem mim seria pior ainda. E eu sei, ele diz. É difícil estar longe, mas antes me sentia perto. Agora me sinto distante de todos os jeitos. Não mais próximos. Não mais conectados. Me sinto cansada psicológicamente, cansada desse esforço pra todos os lados. Eu tento agradar... eu não consigo fazê-lo. Eu mal consigo respirar. Eu não tenho uma hora PRA MIM. Eu não consigo tê-la, ela fugiu de mim há muito. E o que fazer pra obtê-la? Não sei. Mas essa hora pessoal me falta. Até no banho estou pensando em qualquer coisa, qualquer coisa que não sou eu. Escola, ele, amigos, problemas, estudos, provas, brigas. Não consigo.
Sempre achei tudo isso tão complicado. Mas quando acontecia comigo, era fácil. Fácil porque eu não tinha que me dedicar, eu não amava tanto. Não era tão amada. Nada exigia de mim esses sacrifícios. Mas amor é isso, eu acredito. Acredito que amor é sacrifício. É deixar de ter, para dedicar. Tempo, tempo, tempo. Oh, eu queria dedicar tudo o que tenho! Ou nada! Queria oito ou oitenta. Mas não é possível, afinal de contas. Afinal de contar eu só posso doar metade e ter metade. Bom, pelo que eu disse, seria o certo. Mas eu dôo metade, e recebo inteiro. Isso me deixa encomodada. Me faz injusta, me faz cruel. Porém, o que fazer então? Não encontro mais tempo. Estudos. Amor. É disso que eu tenho vivido, e só isso. Meus amigos estão distantes... vejo poucos na escola. E do que eu preciso pra me sentir bem, então? Eu me sinto, com ele. Mas eu não tenho estado próxima a tal. E aí? Onde ela está? Ela: a resposta pra tantas perguntas. As respostas. Elas fujiram! Me sinto só... muito só. Essa distância emocional me mata, corrói e deixa-me precária de defesas. Meu coração grita. Ele está me deixando surda...
Mas quer saber? Passamos por piores. Muito piores. E eu vou superar isso, terei a ajuda dele. Sei que ele estará sempre ao meu lado, pra tudo. Mais que namorado, é amigo. Meu amigo, que se preocupa e deixa que eu desabafe. Ele é mais que meu porto seguro, é minha relação com a vida. Seus olhos são como uma janela pra a imersão em felicidade. Seu toque é como o toque de recolher do mundo... fica silêncio como a noite, e sobra só nós. Eu. Ele. Só isso, e não preciso de mais nada. Nada. A conecção se fez, amor. Se fez e é indestrutível. Só nós podemos quebrá-la, e não vamos. Indestrutível, irreversível. A transformação chegou ao fim, amor. Sem isso não seremos os mesmos nunca mais. Sua proteção faz efeito, amor. Ela me segura viva. Seu amor é meu escudo, querido. É eterno como uma estrela. Brilhante como uma também.
Ficaremos sempre assim. Juntos. Minha linha, a que me amarra ao mundo, é você... amor. Depois disso tudo, eu não preciso dizer "eu te amo" nesse texto né? Está implicito em cada palavra... você sabe.

"And that was the day that I promised I'd never sing of love if does not exist, but darling... you are the only exception (...) And up until now I swored to myself that I'm content with loneliness because none of it was ever worth the risk... but you are the only exception."

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