Há dias não vejo a luz do Sol. Mas prefiro assim. Ele machuca, finje uma alegria exterior que na verdade, no meu interior, não existe. Prefiro ficar em casa, com a janela fechada, a luz apagada, mas os olhos abertos para não ver o que não quero por trás da escuridão de minhas pálpebras. E se eu fechar os olhos, perceberei nitidamente o quanto meu coração bate a espera de alguém que tape o buraco que outra pessoa causou. Alguém que mate o monstro da saudade que arranha as bordas desse buraco toda vez que alguma lembrança do passado invade minha mente, trazida por esse monstro só para que ele se alimente de minha da minha dor, da minha agonia.
(11.12.08)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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