quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Coração;
Por que ouvimos o coração bater? Não ouvimos outros órgãos trabalhando, quase nunca pelo menos. Mas o coração nós ouvimos sempre, até ele parar de bombear sangue pro resto do corpo. Pessoas mais racionais dizem que amamos com o cérebro, e não com o coração. E eu concordei com isso após ler uma justificativa interessante. Mas, agora, pensando bem, os dois trabalham juntos. A parte cerebral eu não sei bem como. Porém, tenho uma teoria sobre como o coração mostra sua participação obviamente aparente nesse processo. Ele dói quando alguém vai embora pra sempre, dói quando alguém te decepciona, dói quando alguém te trata mal. Bate mais rápido quando se vê alguém (mesmo que o cérebro possa ter comandado isso, como eu li na tal justificativa, quando é algo rápido talvez a informação nem chegue lá e vá direto no coração). Mas, voltando, por que o ouvimos? Porque ele quer mostrar que está ali. Feito para ser usado, ou seja, feito para amar. Mas mostra também que está ali, para que cuidemos dele. Para que sejamos cautelosos ao usá-lo, que não abusemos dele. Ele tem medo de ser quebrado muitas vezes, medo de ser tão partido que não possa ter forças para se recompor. E ele não quer isso. Nosso coração nos ama! Sim, ele nos ama! Ele nos dá vida, e todos os sentimentos bons de se sentir. Qual explicação a mais pra isso? Eu não tenho... ah, cuide do seu coração!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Sentimento;
Estou aqui, com vontade de escrever mas não sei bem o que. Parei para prestar atenção no que estou sentindo, mas eu não saberia bem descrever. É amor, é confusão, é lisonjeio, é felicidade, é apego, é graça, é esperança. Mas é também tristeza, culpa, medo, tédio, desconfiança... muitas coisas. Por isso, o que sinto é, sem dúvidas, indescritível. E, contudo, não sei se me sinto bem ou se me sinto mal. Apenas sinto. E não tenho certeza se isso ajuda ou atrapalha minha vida. Talvez atrapalhe. Eu prefiro saber o que sinto, não gosto de ser "traída" pelos meus sentimentos. Eu deveria conhece-los melhor que qualquer pessoa, mas na verdade, acho que os conheço menos que certas pessoas (pessoas íntimas e próximas). Mesmo olhando no espelho, eu não sei ler minha expressão e meus olhos. Às vezes eu vejo angústia misturada com felicidade. Às vezes tristeza misturada com euforia. Nada de antônimos juntos. São coisas diferentes e sem nexo, coexistindo dentro de mim. Mas, a culpa sempre existe, por eu não saber mais sobre mim mesma. É horrivel não saber sobre seus próprios sentimentos. Coisas que estão ali, mais perto que qualquer coisa, mas são, muitas vezes, desconhecidas. Ou irreconhecíveis.
Quem sabe, mais uns anos de experiência e estudo, eu aprenda a reconhecer o que sinto.
"Ignorance is your new best friend".
Quem sabe, mais uns anos de experiência e estudo, eu aprenda a reconhecer o que sinto.
"Ignorance is your new best friend".
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Estranhas consequências;
E se um dia eu acordar, e tudo que construi, emocional e materialmente, estiver invisível? Será que eu serei forte o suficiente para reconsquistar todos os amores, reviver todas as dores, sentir todos os sentimentos mais uma vez? Será que eu estarei disposta a ter de volta tudo de material que eu tinha, e que mesmo parecendo banal, me era importante? "Maybe yes, maybe no". Então, será que eu estava enganada no dia que disse que era forte e aguentava ultrapassar qualquer barreira? Mas o que faria tudo isso, tão importante para mim, se esvair da noite para o dia? Eu não sei. Você sabe? Pode tudo isso ser fantasia, e pode ser real. Para provar se as pessoas são realmente fortes como pensam ser. Ou como outras pessoas dizem que elas são. Viveriamos sem algo emocional ou material para nos apegarmos? Sim. Viveriamos muito mediocre e pobremente. Não seria uma vida, porque vida é feita de prazeres. Amores, sabores, dores, gostos, gestos, provas, emoções. Principalmente o ser humano. Que é feito, praticamente da fibra da pele ao cerne dos ossos, de emoções. Fortes emoções. Que podem machucar, acalmar, curar, arrebatar, abalar, massacrar, encantar, maravilhar... Inúmeras consequencias são acarretadas. O ser humano vive à beira das consequencias. Pois bem... Quem puder compreender de fato, sem dúvidas, essas perguntas e argumentos, não deve ser humano. Somos cheios de dúvidas e medos, ninguém é tão perfeito ao ponto de saber de tudo (ou tão arrogante para achar que sabe). Eu estou longe de saber metade das coisas desse mundo. E você também.
Dias ruins;
Há dias não vejo a luz do Sol. Mas prefiro assim. Ele machuca, finje uma alegria exterior que na verdade, no meu interior, não existe. Prefiro ficar em casa, com a janela fechada, a luz apagada, mas os olhos abertos para não ver o que não quero por trás da escuridão de minhas pálpebras. E se eu fechar os olhos, perceberei nitidamente o quanto meu coração bate a espera de alguém que tape o buraco que outra pessoa causou. Alguém que mate o monstro da saudade que arranha as bordas desse buraco toda vez que alguma lembrança do passado invade minha mente, trazida por esse monstro só para que ele se alimente de minha da minha dor, da minha agonia.
(11.12.08)
(11.12.08)
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